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05/10/2009,16h:22m
EMBRAER COMEMOROU 41 ANOS DO PRIMEIRO VÔO DO BANDEIRANTE

Aeronave deu origem à Empresa que completará

 quatro décadas e um ano de  existência em 2009

A Embraer comemora em Outubro os 41 anos do primeiro vôo do Bandeirante, aeronave que deu origem à Empresa que se tornou referência no mercado de aviação mundial. Lançado em 1965 como o projeto IPD-6504 e desenvolvido no então Centro Técnico de Aeronáutica (CTA), em São José dos Campos, Estado de São Paulo, o primeiro protótipo do Bandeirante realizou o vôo inaugural no dia 22 de outubro de 1968.
O avião decolou às 7h07 do aeroporto do CTA para um vôo de aproximadamente 50 minutos, sob o comando do major-aviador José Mariotto Ferreira e do engenheiro de vôo Michel Cury. O IPD-6504 era uma referência ao ano (65), número do projeto (04) e ao Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD) do CTA, local da gênese, desde os primeiros rascunhos, passando pela geração de milhares de desenhos, testes de equipamentos, até a construção do protótipo da aeronave que daria origem ao futuro EMB 110 Bandeirante, revolucionando a indústria aeronáutica brasileira.
Para a construção do primeiro protótipo do IPD-6504 foram necessários três anos e quatro meses, num total de 110 mil horas de trabalho, que contou com cerca de 300 pessoas lideradas pelo engenheiro aeronáutico e, à época, Major Ozires Silva.
No dia 27 de outubro de 1968, o IPD-6504 decolou novamente, com a mesma tripulação à bordo, para o primeiro vôo oficial, com a presença de autoridades e imprensa. Era o início de uma história de sucesso que começou a ser escrita pelo Governo Brasileiro e que permitiu transformar ciência e tecnologia em engenharia e capacidade industrial, hoje reconhecidas em todos os continentes nos quais voam os aviões fabricados pela Embraer.
“Pela sua importância na criação da indústria aeronáutica brasileira, o avião Bandeirante é um dos marcos de um bem-sucedido projeto estratégico de longo prazo empreendido pelo Governo Brasileiro, que culminou na criação e na consolidação da Embraer no cenário internacional”, enfatiza Frederico Fleury Curado, Diretor-Presidente da Embraer.

No dia 19 de agosto de 1969, o então Presidente da República, Arthur da Costa e Silva, assinou o decreto nº 770 que criou a Embraer, destinada à fabricação seriada do Bandeirante.
No mesmo ano, o Ministério da Aeronáutica firmou contrato com a recém-criada Empresa Brasileira de Aeronáutica para a produção de 80 aeronaves, com início no ano seguinte. Em 1972, a Embraer realizou o primeiro vôo do Bandeirante de série. Já as primeiras vendas da aeronave para o mercado de transporte comercial de passageiros às empresas aéreas Transbrasil e Vasp foram realizadas em 1973, com as entregas sendo iniciadas no mesmo ano.
A Força Aérea do Uruguai se tornou, em 1975, o primeiro cliente da aeronave no exterior. Dois anos depois, a Embraer fechou o primeiro contrato de exportação do avião para uma companhia aérea: a francesa Air Littoral. Após 20 anos de produção seriada ininterrupta e 498 unidades produzidas e entregues, em 16 versões diferentes, a fabricação do Bandeirante foi encerrada. Ainda hoje, estão em operação mais de 300 unidades deste pioneiro avião brasileiro, desbravador dos céus e que levou o nome da Embraer e a bandeira do Brasil às mais remotas regiões do globo.

Sobre o CTA - atual - Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial


A origem da atual capacitação aeronáutica brasileira data da década de 40, quando o Governo Brasileiro tomou a acertada decisão de implantar uma escola de engenharia aeronáutica de alto nível, capaz de formar sucessivas gerações de técnicos qualificados, a serem alocados a programas de desenvolvimento e pesquisa em institutos próprios. Nesse sentido, o Centro Técnico de Aeronáutica (CTA) começou a ser organizado em 1946. Desde que foi criado, o CTA esteve envolvido em programas experimentais de desenvolvimento de aeronaves como parte dos esforços governamentais para estruturar a futura indústria aeronáutica brasileira.
Desde 1950, o CTA abriga o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e, ao longo dos anos, outros institutos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico foram criados. Hoje, o atual Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) continua atuando na área de pesquisa aeroespacial e apoiando a indústria brasileira.

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